Rimbaud roubou a poesia
Oh! Poeta e ladrão
Colocando em sintonia
O que não tem explicação
Oh! Velhos muros aos pedaços
Ruindo e caindo ao chão
Há caos em todos os espaços
E simetria no vazio da multidão
Oh! Antigos céus azuis
De rubras tardes quentes
Brilha, mas nem sempre reluz
Experiências são tão conseqüentes
Fatos e atos banais
Formas e normas normais
Fotos e feitos nos jornais
Sempre querem sempre mais
Portas e janelas se fechando
Tempo fechado – sinal fechado
Os caminhos estão se encurtando
E tudo ficando parado
Oh! Soldados alados
Que já não podem voar
Contemplam o infinito calados
Presos no leve peso do ar
Oh! Flores vitais
Voltem logo a florir
Alegrar os quintais
Que não puderam existir
Nenhum comentário:
Postar um comentário