segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Canto Tenaz
















Rimbaud roubou a poesia
Oh! Poeta e ladrão
Colocando em sintonia
O que não tem explicação

Oh! Velhos muros aos pedaços
Ruindo e caindo ao chão
Há caos em todos os espaços
E simetria no vazio da multidão

Oh! Antigos céus azuis
De rubras tardes quentes
Brilha, mas nem sempre reluz
Experiências são tão conseqüentes

Fatos e atos banais
Formas e normas normais
Fotos e feitos nos jornais
Sempre querem sempre mais

Portas e janelas se fechando
Tempo fechado – sinal fechado
Os caminhos estão se encurtando
E tudo ficando parado

Oh! Soldados alados
Que já não podem voar
Contemplam o infinito calados
Presos no leve peso do ar

Oh! Flores vitais
Voltem logo a florir
Alegrar os quintais
Que não puderam existir

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