quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Relógio Parado




O tempo preso
horas inertes
ponteiros mortos
momento congelado

Sem som, movimento
estático, levitando jaz
e a lembrança guardada
levemente se desfaz

A hora marcada
sempre tão igual
o instante guardado
perdido numa hora atemporal

Infinitamente perdido
opaco, fulgáz, detido -

Um hora, doze horas
o dia passa...
...a noite vem
sempre como antes (diferente, porém)

Por um breve minuto
(o relógio, certo fica)
passa-se esse tempo
e parado, ele agita.

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